Seminário maior...
Após o período chamado Propedêutico, o candidato ao sacerdócio inicia um período denominado Seminário Maior. Este é um período no qual o candidato, além de se dedicar de maneira intensa aos estudos acadêmicos de Filosofia e Teologia (o que requer um total de sete anos), recebe os elementos necessários para um crescimento que envolve as outras dimensões de sua vida: afetiva, psicológica, espiritual etc.
Assim, os elementos que a Igreja e o povo de Deus esperam de seus pastores – uma fé viva, o espírito do Evangelho, o amor oblativo expressado no celibato e a intimidade com Cristo por meio da oração e dos sacramentos – se desenvolvem junto com uma maturidade intelectual e humana capaz de um justo equilíbrio e uma verdadeira harmonia entre os valores humanos e sobrenaturais.
É ainda durante o período do Seminário Maior que o seminarista passa por algumas etapas importantes durante o seu amadurecimento vocacional. A primeira delas se dá ao término do curso de Filosofia, quando é concedido o ministério extraordinário da comunhão eucarística.
Em seguida, no início dos estudos teológicos, o seminarista é admitido como candidato às ordens sacras. Esta etapa representa por parte da Igreja o acolhimento da reta intenção do seminarista de consagrar-se a Deus assim como a oração da Igreja pela vocação e perseverança do admitido.
Depois da admissão, no segundo e terceiro anos de Teologia o seminarista recebe respectivamente os ministérios de Leitor e Acólito. Com o primeiro, a Igreja concede o múnus de proclamar a palavra de Deus (exceto o Evangelho) nas celebrações litúrgicas. O segundo, por sua vez, concede ao acólito a permissão de preparar o altar para o sacrifício da missa, assim como o de purificar os vasos sagrados após a comunhão.
Estes são os passos segundo os quais o Seminário Maior conduz aqueles que foram chamados a ser os futuros pastores do rebanho. Um caminho segundo a escola do amor de Jesus Cristo, o Bom Pastor.
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